Evento que reuniu mais de 8 mil espectadores online no painel “PLD-FTP nos cartórios: inovação, eficiência e qualidade nas comunicações ao COAF”, recebeu o vice-presidente da instituição, Ubiratan Guimarães

O Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP) participou nesta terça-feira, 26 de maio, do 8º Congresso Internacional do IPLD. Representando o CNB/SP esteve presente o vice-presidente da entidade e 1º Tabelião de Notas e Protesto de Barueri, Ubiratan Pereira Guimarães.

Em sua 8ª edição, o Congresso reuniu especialistas, autoridades e lideranças de diferentes setores para discutir práticas voltadas à inovação, eficiência operacional e fortalecimento das estruturas de prevenção. A programação contou com participação presencial e transmissão online, com mais de 8 mil espectadores conectados aos principais temas regulatórios e de conformidade do país.

Ubiratan Guimarães abriu o painel “PLD-FTP nos cartórios: inovação, eficiência e qualidade nas comunicações ao COAF”. Também integraram a mesa o vice-presidente do IEPTB e Tabelião de Protesto de Letras e Títulos de Santo André, Mario de Carvalho Camargo Neto, e o procurador da República, Rafael Brum Miron.

Durante sua participação, o vice-presidente do CNB/SP ressaltou que o setor vem avançando de um modelo baseado apenas em volume de comunicações para uma lógica voltada à qualidade das informações encaminhadas aos órgãos de controle. “O desafio não é simplesmente comunicar mais, mas comunicar melhor, com informações qualificadas e capazes de gerar inteligência útil para os órgãos de controle”, pontuou.

Ao abordar o papel dos cartórios nas operações imobiliárias, Guimarães enfatizou a atuação preventiva do tabelião de notas no primeiro momento da transação. “Em qualquer transmissão imobiliária existem dois momentos: primeiro a escritura pública, lavrada pelo tabelião de notas, e depois o registro imobiliário. É justamente nesse primeiro estágio, quando as partes se aproximam para a negociação, que o notário exerce um papel essencial”, explicou.

A discussão também passou pela modernização dos sistemas de monitoramento e pela utilização de novas tecnologias. O notariado brasileiro caminha para uma agenda de inteligência de dados ativa, com mecanismos de cruzamento de informações, filtros analíticos e uso experimental de ferramentas de machine learning para identificar padrões complexos e eventuais sinais de risco, segundo Ubiratan.

Seguindo o painel, Mario de Carvalho Camargo Neto abordou a necessidade de compatibilizar as exigências regulatórias com a realidade operacional dos cartórios brasileiros. “Todo cartório precisa ter uma política de prevenção, mas a principal característica dessa política é que ela seja real. Não adianta existir apenas no papel ou ser uma política de prateleira”, afirmou.

Já o procurador da República Rafael Brum Miron apresentou reflexões sobre o modelo brasileiro de prevenção à lavagem de dinheiro e o papel dos notários e registradores dentro desse sistema. O painelista destacou a importância de estruturas especializadas para apoiar as serventias extrajudiciais no cumprimento de suas obrigações legais.

“Hoje, a análise realizada nos cartórios ainda é individual e baseada em checklists normativos. A proposta dos centros antilavagem representa justamente uma evolução desse modelo, oferecendo organização técnica e suporte especializado para fortalecer a prevenção à lavagem de dinheiro dentro das serventias extrajudiciais”, destacou.

A participação do CNB/SP no 8º Congresso Internacional do IPLD reforça o compromisso institucional da entidade com o aperfeiçoamento contínuo da atividade notarial, a segurança jurídica, a integridade das relações econômicas e o fortalecimento do papel dos cartórios no sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Fonte: CNB/SP

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