Evento destacou o papel das mulheres na construção de soluções extrajudiciais cada vez mais eficientes, fortalecendo a atuação notarial
No dia 23 de junho, o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), participou do Mulheres do Extrajudicial – Edição Minas Gerais, representado pela Presidente Ana Paula Frontini.
O protagonismo feminino no universo jurídico ganha cada vez mais espaço em áreas estratégicas para a modernização da Justiça brasileira. Reforçando esse movimento ao reunir profissionais de destaque de todo o país para debater soluções que vêm ampliando o acesso da população a serviços jurídicos mais ágeis, seguros e eficientes por meio da extrajudicialização.

Com uma programação voltada à qualificação técnica e ao fortalecimento da atuação das mulheres nos setores notarial, registral, imobiliário e jurídico, o encontro promove discussões sobre temas que impactam diretamente a vida dos cidadãos e contribuem para a redução da judicialização de conflitos.
Entre os temas debatidos estiveram mediação e arbitragem no Direito Imobiliário, due diligence e fraude à execução, além da usucapião na regularização de imóveis, assunto abordado pela presidente do Ibradim, Luciana Ismael. A programação também contou com um painel dedicado aos temas relevantes no Registro de Imóveis, conduzido pela presidente da Comissão de Direito Notarial e de Registros Públicos da OAB/SP, Rachel Ximenes. Outro destaque foi a utilização da ata notarial como meio de prova, instrumento que vem se consolidando como importante mecanismo de prevenção de litígios e fortalecimento da segurança jurídica.

Antes da sua palestra, Ana Paula agradeceu à doutora Cíntia pela organização do evento e destacou o trabalho, a dedicação e a coragem necessários para a realização de uma iniciativa dessa dimensão. “Quero parabenizar pela organização deste belíssimo evento. Sei que uma iniciativa como essa exige tempo, dedicação, esforço e coragem. E é muito gratificante ver as mulheres ocupando espaços que, para muitos, parecem naturalmente destinados a elas. Mas sabemos que essa evolução do protagonismo feminino no ambiente profissional não aconteceu de forma espontânea, ela é resultado de uma luta diária. Quem não tem essa percepção talvez não enxergue as batalhas travadas pelas gerações que vieram antes nem os desafios que as mulheres ainda enfrentam hoje”, afirmou.
Frontini participou do painel “Ata Notarial como Meio de Prova”, ao lado de Eduardo Calais, Danielle Azevedo e Fiama Souza. O debate abordou as diversas possibilidades de utilização da ata notarial no âmbito jurídico, destacando suas aplicações práticas em diferentes áreas do Direito e sua crescente relevância como instrumento de produção de provas. “A ata notarial é um instrumento que proporciona segurança jurídica a quem a utiliza, possuindo elevado valor probatório por ser elaborada por um profissional técnico, imparcial e dotado de fé pública, responsável por constatar e documentar fatos ou situações de forma objetiva e confiável”, comentou. Durante a exposição, os especialistas ressaltaram a importância da ata notarial na prevenção de conflitos, no fortalecimento da segurança jurídica e na consolidação de soluções extrajudiciais cada vez mais eficientes e adequadas às demandas da sociedade contemporânea.

Ao longo do evento, especialistas compartilharam experiências, tendências e soluções práticas voltadas à advocacia e às atividades extrajudiciais, evidenciando o papel cada vez mais relevante dos cartórios e dos métodos consensuais na oferta de respostas ágeis, seguras e eficientes para as demandas da sociedade. Os debates destacaram a importância da extrajudicialização em áreas patrimoniais, imobiliárias e familiares, contribuindo para a prevenção de conflitos e para a redução da judicialização.
Mais do que um espaço de atualização técnica, o Mulheres do Extrajudicial reafirmou sua relevância como ambiente de fortalecimento da liderança feminina, da troca de experiências e da construção de conexões profissionais. Reunindo participantes de diversas regiões do país, o encontro evidenciou a crescente atuação das mulheres na transformação do Direito Extrajudicial, promovendo conhecimento, inovação e soluções que ampliam a segurança jurídica e beneficiam diretamente a sociedade.
Fonte: CNB/SP


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