Obra e entrevista reforçaram como o planejamento patrimonial e sucessório pode proporcionar segurança jurídica, reduzir conflitos e garantir que a vontade das pessoas seja respeitada
No dia 25 de junho, a diretora do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), Tatiana Lyra Umada, lançou a obra em coautoria com a especialista em Planejamento Patrimonial e Sucessório pela FGV, Luciana Ikedo. O evento também contou com a presença do diretor Ygor Ramos Cunha Pinheiro e da tabeliã Laura Vissotto, que prestigiaram o lançamento.

Esta obra reúne uma análise abrangente sobre planejamento patrimonial e sucessório, articulando aspectos jurídicos, financeiros e familiares para auxiliar na tomada de decisões voltadas à proteção, organização e continuidade do patrimônio entre gerações. Em linguagem clara e objetiva, a publicação apresenta os principais desafios relacionados à sucessão e demonstra como um planejamento estruturado pode proporcionar maior segurança jurídica, previsibilidade e tranquilidade às famílias.
Mais do que administrar bens, planejar o patrimônio é cuidar da preservação de uma trajetória construída ao longo da vida, garantindo que valores, conquistas e responsabilidades sejam transmitidos de forma consciente. Voltado àqueles que desejam estruturar seu legado com visão de longo prazo, o livro destaca a relevância do planejamento sucessório, incentiva o protagonismo feminino na gestão patrimonial e evidencia que um verdadeiro legado vai além do patrimônio material, perpetuando princípios, propósito e histórias para as futuras gerações.
Dando continuidade às discussões apresentadas no livro, as autoras participaram, no dia 26 de junho, do programa Abre Aspas, da Rádio Canção Nova. Durante a entrevista, abordaram a importância do planejamento patrimonial e sucessório como instrumento para garantir segurança jurídica, preservar o patrimônio familiar e assegurar que a vontade das pessoas seja respeitada ao longo da vida e após o falecimento. As convidadas destacaram ainda que o aumento da expectativa de vida torna indispensável a organização prévia das questões patrimoniais e pessoais, permitindo que cada indivíduo planeje o futuro de forma consciente e alinhada às necessidades da família. “A importância de iniciar a realização do planejamento de vida primeiramente com o enfoque patrimonial e, em seguida, com o sucessório, pois, com o aumento da expectativa de vida, pensar nas necessidades que virão é de suma importância. Abordei a diferença entre a Declaração Antecipada de Vontade (DAV), a autocuratela e o testamento, mostrando que a lei só permite o acesso ao conteúdo do testamento por qualquer pessoa somente após o falecimento do testador”, comentou Tatiana.

Tratar de sucessão vai muito além da transmissão de patrimônio. Significa refletir sobre decisões, proteger a família, fortalecer laços e garantir que valores, histórias e conquistas sejam preservados e transmitidos às futuras gerações. Essa foi a principal mensagem destacada por Luciana durante a entrevista: “Falar sobre sucessão não é falar apenas sobre bens. É falar sobre escolhas, proteção, vínculos familiares e sobre aquilo que queremos preservar para as próximas gerações”, afirmou. Em sua visão, essa possibilidade de reduzir conflitos oferece maior previsibilidade às famílias e contribui para a preservação do legado construído ao longo da vida.
A diretora ressaltou a importância de buscar a orientação de um tabelião para identificar o instrumento jurídico mais adequado às necessidades e à vontade de cada pessoa. “Buscar um tabelião de confiança para obter orientações e verificar qual instrumento melhor se encaixa à vontade do usuário, por exemplo, fazer uma doação com reserva de usufruto ou uma partilha em vida”. Entre as alternativas apresentadas, destacou esses mecanismos que podem proporcionar maior segurança e organização no planejamento patrimonial e sucessório.

A interação com os ouvintes também ampliou o debate sobre temas relacionados ao Direito de Família e das Sucessões, permitindo esclarecer dúvidas sobre cláusulas que podem ser inseridas em pactos antenupciais, a definição dos herdeiros previstos na legislação e as hipóteses em que a herança é considerada vacante. Ao longo da conversa, foi reforçado ainda o papel do tabelião como agente de segurança jurídica, cuja atuação, pautada pela fé pública, imparcialidade e dever de sigilo, oferece orientação técnica qualificada e contribui para a prevenção de conflitos.
Encerrando a conversa, as autoras reforçaram que o planejamento patrimonial e sucessório começa pelo diálogo e pela busca de orientação especializada, permitindo que decisões importantes sejam tomadas de forma consciente e antecipada. Nesse contexto, o tabelião exerce papel fundamental ao esclarecer dúvidas recorrentes do cotidiano, orientar sobre os instrumentos jurídicos mais adequados para cada realidade familiar e patrimonial e oferecer soluções que proporcionam segurança jurídica, previsibilidade e tranquilidade. Ao atuar de forma preventiva, o notariado não apenas protege o patrimônio e a vontade das pessoas, mas também contribui para a construção de relações familiares mais estáveis e para a redução de conflitos que poderiam surgir no futuro.
Fonte: CNB/SP


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